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sábado, 29 de março de 2014

Vamos comer???


E aí?? Tem coragem?

E o tempero? É doce? É sem gosto? É insonso? Tem pimenta demais????

O que fazer? O que??? rsrs

Sinceramente, eu não tive muitos problemas quanto à comida, além de gostar de pimenta (sou Pitha - meu dosha - isso vale um outro post por aqui!!). Mas é bom se prevenir.


Vale algumas dicas legais que podem ajudar em nossas viagens:

- Pergunte ao garçom ou maitre como é a comida, explique que você é "western" (ocidental) e que não conhece a tradição culinária local;
- Leia matérias ou pergunte para quem já se aventurou por esses lugares;
- Nunca peça muito, sempre 1 prato para dois. Se não gostar, não gasta tanto e dá para ter aquele como referência;
- Tome cuidado com comida na rua. Em alguns lugares, a higiene não é muito bem praticada;
- Anote o que já comeu, pois se gostou, pode repetir, se não gostou, é carta fora do baralho;
- Preste atenção onde os "westerns" vão comer. Em Rishikesh, por exemplo, tem um lugar que apelidamos carinhosamente por "Sujinho" (Mamta Coffee House & Restaurent). Contudo, todos os ocidentais frequentam, desde 2011, minha primeira viagem. A presença de "westerns" é um ótimo indício de comida "comestível".

Marsala Dosa no "Sujinho" (Mamta Coffee House & Restaurent)

Além disso, vale a regra draconiana: evite comer e beber sucos nas ruas (principalmente na Índia). Pode ser radical demais, mas conheço pessoas que contraíram doenças que deixaram-nos de cama por alguns dias, lá, na Índia. 

Chef do "Sujinho" (Mamta Coffee House & Restaurent)

Chef do "Sujinho" (Mamta Coffee House & Restaurent) demonstrando seus talentos! Os pratos são ótimos, acreditem!!!
Lá (e em outros lugares do mundo!), as pessoas não tem ideia do que é higiene. Pegam comidas, frutas e doces com as mãos sujas, te dão ou te servem. E isso é para tudo! Vou publicar depois, sugestões de remédios (alopatia e homeopatia) para quem for viajar para algum país, com a Índia, Paquistão ou até a China.

Casa de doces no centro de Rishkesh. Todos são doces nesta foto!
E não, isso não é terrorismo nem exagero, é a pura verdade. Portanto, não ache que você tem estômago de avestruz, pois você não é e até esses 'bichinhos' morrem... e pela boca!

Namastê e boa viagem.


quarta-feira, 26 de março de 2014

Viajem ou viagem???



As duas palavras existem na língua portuguesa e estão corretas. A palavra viagem é um substantivo comum, sinônimo de jornada e deslocamento. Viajem é a forma do verbo viajar conjugada na 3.ª pessoa do plural do presente do subjuntivo ou na 3.ª pessoa do plural do imperativo. Viajar se refere, principalmente, ao ato de se deslocar, passear, transitar, visitar.


Assim, se estamos falando de uma jornada, de um passeio para um determinado lugar, de um deslocamento de alguém de um ponto mais próximo para um ponto mais distante, devemos utilizar o substantivo comum viagem. Esta palavra pode ser ainda uma gíria que significa uma experiência de alterações sensoriais provocadas por substâncias alucinógenas. Viagem tem sua origem no provençal viatge, pelo latim viaticu. Deve ser escrita com g por causa de uma regra da língua portuguesa que afirma que os substantivos terminados em –agem, - igem, -ugem são escritos com g: viagem, passagem, imagem, origem, vertigem, ferrugem, penugem.

Exemplos:
  • A minha viagem pelas capitais do nordeste brasileiro foi maravilhosa.
  • Boa viagem!
  • Ele fará três dias de viagem até chegar ao seu destino.
  • Muito cuidado com as viagens provocadas pelas drogas.

Se estivermos falando do verbo viajar conjugado na 3.ª pessoa do plural do presente do subjuntivo ou na 3.ª pessoa do plural do imperativo, devemos utilizar viajem. O verbo viajar é formado a partir do substantivo viagem mais o sufixo verbal –ar, sendo escrito com j para manter a sonoridade. Viajar se refere ao ato de se deslocar de um lugar para outro, de percorrer caminhos, de visitar países e cidades. Pode significar também o ato de ter alucinações, delirar, sonhar, imaginar.

Conforme as regras ortográficas da língua portuguesa, devemos escrever com j todas as formas verbais dos verbos terminados em –jar: viajar (viajo, viajas, viaja, viajamos,…), trajar (trajarei, trajarás, trajará, trajaremos,…), arranjar (arranjava, arranjavas, arranjava, arranjávamos,…).

Presente do subjuntivo:
(Que eu) viaje
(Que tu) viajes
(Que ele) viaje
(Que nós) viajemos
(Que vós) viajeis
(Que eles) viajem

Imperativo:
(Eu) ---
(Tu) viaja
(Ele) viaje
(Nós) viajemos
(Vós) viajai
(Eles) viajem

Exemplos:
  • Não viajem hoje! (3.ª pessoa do plural do imperativo negativo)
  • Viajem amanhã! (3.ª pessoa do plural do imperativo afirmativo)
  • É necessário que eles viajem muito no novo trabalho. (3.ª pessoa do plural do presente do subjuntivo)

Nova doença ataca viajantes por todo o mundo!

Publicado em  por Vagabundo Profissional

Foi descoberta uma nova doença no começo de 2014. É um vírus degenerativo, cujo hospedeiro é um mosquito que inocula pessoas que saem pelo mundo com suas mochilas, achando que a vida é uma brincadeira.
A pessoa que se atreve a fazer seu primeiro mochilão, inevitavelmente é picada por esse mosquito chamado “Viajeviva”. Uma vez contraída a doença, corpo e espirito se degeneram rapidamente, e o único modo de sobrevivência, é viajar pelo mundo. Além de sobreviver, as viagens fazem com que a pessoa se torne cada vez mais jovem, física e espiritualmente. No primeiro estágio da doença, pequenas viagens são suficientes para sua sobrevivência, mas o estado se agrava, e se torna necessário cruzar estados, países e até continentes. Em casos mais extremos, o paciente pode sentir alucinações tão fortes, que chega a ter contato com coisas que não se pode ver, o que lhe causa sensações de extremo prazer.
Uma perigosa sequela, é uma sensação chamada “felicidade”. As pessoas “saudáveis”, que levam uma vida estável, normalmente conseguem esquivar-se desse sentimento, já que seu tempo é utilizado para trabalhar, juntar dinheiro e consumir, não sobrando tempo para sentir. Um dos piores estágios desta doença, é de que a felicidade torna-se inevitável e não tem fim, já que o enfermo passa todo o tempo pensando sobre a vida, matutando sobre o que existe dentro de si e entrando em contato com essas estranhas coisas que não se pode ver, mas eles insistem em dizer que sim, que existem…
Como portador desta doença desde 2008, busco prevenir a todos sobre a gravidade desta enfermidade e suas terríveis consequências. Mas se ainda assim desejarem se arriscar, eu posso indicar alguns pontos onde o mosquito ataca com maior ferocidade!!!
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Esse texto foi publicado com autorização do autor.Foi baseado no texto do Beto Ambrosio, cicloviajante e fotógrafo que está realizando o tour Vestígios de Aventura, projeto mantido pelo empresário Tadeu Lockermann, com apoio do Rotary Distrito 4540 e do Instituto DBike. O projeto consiste em uma viagem de bicicleta percorrendo 17 países da América Latina nos próximos dois anos e meio.

Portas abertas e fechadas...

Deve ser alguma compulsão minha por portas. Vai ver, por causa do meu trabalho com construção. Quando vejo uma, e me chama a atenção, não tenho como resistir... guardo a imagem e fico atento aos sentimentos.


 Porta em um corredor de mendigos, no Templo de Shiva, em Haridwar.



Portão de entrada de Puttaparthi, cidade do Ashram de Sai Baba. Sul da Índia, próximo à Bangalore. Nascer do sol. Fui recebido assim, em minha primeira viagem à Índia, em 2011.



Meu primeiro nascer do sol na Índia. Não poderia ser mais bonito e pulsante. Puttaparthi, Bangalore, Índia.



Portão de algum lugar, que acredito seja um quartel, talvez abandonado, ou reformando. Laxman Jhula, Rishikesh. Índia. 2012.



Primeira viajem de trem. AC1. Recomendo pois é seguro, limpo, tranquilo e confortável. Recomendo também que se tome cuidado com golpistas na entrada da estação de Delhi, isso vale um causo a parte!!! Delhi para Haridwar. 


Porta de uma Guest House em Laxman Jhula. Simples e confortável, o suficiente.




Corredor dos mendigos. Templo de Shiva - Haridwar 2014


Corredor dos mendigos. Templo de Shiva - Haridwar 2012


Corredor dos mendigos. Templo de Shiva - Haridwar 2012. Seqüência de três fotos. Desde 2011 e estão lá até hoje, no mesmo corredor, no mesmo templo, pedindo a mesma esmola, na mesma condição. O mundo é assim. Não devemos sentir pena, devemos encará-lo de frente. Hare Ohm.



Portões do Templo de Sri Vidyawati Kuor. Laxman Jhula. Beleza, delicadeza, sujeira e cuidado. A combinação faz a imagem linda.



Não em porta. Nem janela. Casa de pedra e cachorro no caminho para de Laxman Jhula para Ran Jhula. 2012.




As duas fotos anteriores: detalhe da imagem da fechadura e a mesma na porta em um dos 11 castelos no Red Fort, em Delhi.


Mais uma porta no Red Fort, em Delhi! Antiga, não sei quanto. Em chapa. Linda em seus detalhes, em sua moldura e onde está. Linda.


Mais uma porta (lateral) no Red Fort, em Delhi. Em madeira, toda empenada, mas bem conservada.


Mulher na porta... viagem no tempo ou o tempo parado... Castelo à esquerda do Taj Mahal. Essa imagem me deixou pensando se o tempo passa, ou se é tudo atemporal!


O homem sentado à porta, esperando. Qual é o tamanho dessa espera? Será ele tão pequeno assim, ou será a porta para gigantes? Essa imagem me deixou quieto por algum tempo. Castelo à esquerda do Taj Mahal.


Esperando sentada... o tempo passar? Ou seria a luz chegar? Ou simplesmente sentada e esperando? Será que ela estava realmente ali? E eu? Vibração maluca esse passeio. Saída do Taj Mahal.


Uma porta aberta. Voltando no tempo... Red Fort - Delhi.


Dentro do templo de Govinda, em Vrindavan. Energia deste lugar não dá para descrever. Vibrava e vibrava. Foi como voltar para 1560, data da construção deste templo.


Entrada do Templo de Govinda em Vrindavan. Macacos, pó, pedra vermelha, e um templo absolutamente lindo, perdido no meio do nada. Construído em 1560.


Uma porta, em algum lugar de Delhi.



Um portão em Vrindavan. Olhem os tijolos, as pedras e o arranjo. Quase surreal.



Uma porta perdida em algum lugar e no tempo. Em nosso ou no tempo deles. Sei lá!!!



Porta ao lado do Templo de Shiva, em Haridwar. Caos na imagem compreensível.

terça-feira, 25 de março de 2014

Valores que levamos...

Me peguei parado pensando outro dia, depois de começar minhas viagens. Ver lugares novos, conhecer outras culturas e pessoas. Quebrando paradigmas e minhas barreiras.


O que esse homem vende? É gostoso? Como é sua vida? Sua idade? O que ele acredita ser verdadeiro? Qual é a sua história? 

E para você? O que essa imagem lhe diz?


E essa imagem? O casal de japoneses dando um tapinha no fumo do Sadu!!!!! E a sujeira? E os três de pernas cruzadas no mesmo sentido... e o que mais???


Essa é uma imagem normal por lá! Idosos (com que idade???) andando pelas ruas, apoiados em bengalas, com deformações por carregarem peso excessivo durante a vida! Ela vinha devagarinho, devagarinho. Parei para tentar tirar uma foto dela... ela veio mais devagar do que eu esperava. 

Preste atenção nos detalhes da imagem. O que pode ser mentira e o que lhe parece real?



Que relação maluca é essa? Sadu e o macaco dividindo comida. Pois é... temos que aprender muito mais sobre a vida ou reaprender sobre nossos relacionamentos!


Happy Holi! Gente de todos os lugares do mundo dançando e cantando em frente do Restaurante e Guest House Ayurpak, em Laxman Jhula, em Rishikesh, na Índia. E o Bem venceu o Mal! Happy Holi! VIVA!


Westerns se divertindo no Holi! Novos motivos para cantar, pular, se divertir, sorrir. Viva a vida! Viva nóis!



Tudo tem uma nova ótica. Olhar tudo com outros olhos. Existe poesia em tudo. Nos sons. Nas imagens e nos sentidos. O corvo, a árvore, as flores e o Rio Ganges.



O que falar? Não tem photoshop. Não é pintura. Foi onde vivi algum tempo de minha vida. Rio Ganges, em Laxman Jhula.



E assim passa a vida... preste atenção na sequencia acima!!! Viva a siesta do barbeiro "A Air Dresser", em Rishikesh!!!


Fazendo pose para aparecer em uma foto!


Por que andar a pé?


Opa!!! Acho que tenho que começar a escrever, né?

Então vou tentar ser menos chato e escrever o necessário. Vamos criar calo nos dedos!

Não vou ser linear nas viagens. Vou contar algumas mais recentes, aí vou até algumas maravilhosamente bem guardadas em minhas lembranças, e de repente, volto para semanas atrás. Será uma viagem de sentimentos, visuais e de relatos.

Divirta-se!


Por que andar? E por que não? É saudável, nos tira da frente de computadores, nos faz conhecer pessoas novas, falar, nos relacionar. Depois da liberdade da prisão de meus relacionamentos, optei por me relacionar comigo mesmo, e com o mundo. Nada melhor do que uma boa câmera fotográfica, um bom par de tênis (as vezes até mesmo um chinelo) e nos arriscarmos a botar o pé na estrada, e correr o risco de pisar em cocô de vaca. Vale o risco. Vale a vida! 

Não viajamos nem em nossas próprias cidades! Que tal tentar visitar seus museus, parques e locais históricos. Que tal levantar a cabeça e olhar para onde poucos veem? Que tal abrirmos os olhos. A foto da casa acima, que hoje sei ser um templo, fica em Laxman Jhula, uma pequena vila da cidade de Rishikesh, no norte da Índia, na beira da cordilheira do Himalaia. Quando parei, vi o lugar com outros olhos. Levantei os olhos, e vi, a cordilheira se destacando no fundo. Olhando para cima. Contraste, destaque. Valeu a foto.
Em frente ao templo, tinha uma moto. Que loucura a composição e a imaginação das pessoas. Olhe abaixo.


Agora a pouco, minha namorada (sim, namorada, pois temos que ser felizes nesta vida, não é???) me disse que, andando por Rishikesh, encontrou um famoso Guru: Mooji. E não é que, neste encontro acabou falando com ele, ganhou abraço e foto??????


Esse mundo é muito grande, mas ao mesmo tempo, pequeno demais. Aproveitem o seu tamanho. Ou do mundo ou o seu. Viaje!

Até o próximo "causo"!

Namastê.