Mostrando postagens com marcador viver. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador viver. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de março de 2014

Olhando os olhos da vida, nos becos do mundo...


É difícil expressar com precisão os sentimentos e sensações que passamos em algum momento de nossas vidas. Essa história é uma delas.

Quando fui à Índia, em 2014, visitei vários lugares e templos. Cada lugar tem seu atrativo, os sentimentos transmitidos e lembranças de algum momento marcante. 

Tenho uma lembrança em especial. Andarilhavamos por Nova Delhi, estavamos em quatro pessoas e voltavamos de um templo muçulmano. Cansados de tanto andar e com o delay do fuso horário pesando, "contratamos" um Tuc-Tuc elétrico. Foi quando começou a minha viagem. 

O Tuc-tuc dando "finas" de pessoas e das paredes, evaporando tinta do "veículo". Consegui perceber os cheiros, movimentos e situações que surgiam das penumbras e do jogo de luzes dos becos. Buzinas se tornaram parte do todo, nos colocando noutro mundo, onde tudo era normal, um só sentido. 



Crianças, animais, pessoas e coisas passavam por nós como as imagens de um pequeno filminho feito em caneta esferográfica nas beiradas das folhas de um grande livro tendo suas páginas viradas rapidamente.

Achei, até, que estava quase em estado de consciência alterada. Ou, quem sabe, enjoado.



Em uma das inúmeras "passagens" e finas, o Tuc-Tuc reduziu a velocidade e quase parou. Foi quando vi um senhor, de pé, dentro de sua 'loja', nos olhando. Quase 8 metros de distância nos separava. Ele me olhou e deu um leve sorriso. Correspondi esse sorriso e ele acenou levemente, como se nos conhecêssemos à milhares de anos. O aceno parou em algum lugar no tempo, e sinceramente, é como se me falasse: 
- Que bom te rever meu amigo. Até uma próxima vida.



Instantes depois respondi também com um aceno, e em seguida o Tuc-Tuc voltou a sua tresloucada correria pelos becos de Delhi. Para nunca mais ver meu conhecido, nesta vida.



Comentei isso com meu amigo Alfredo, ainda no Tuc-Tuc. Ele disse, que passou por algo semelhante neste mesmo "passeio". 

Viu um homem em seu rickshaw (bicicleta que transporta passageiros em uma confortável garupa), e ele desceu para conseguir empurrar seu veículo ocupado por duas senhoras, que não eram magrinhas. Neste instante, cruzaram um olhar sem expressão. 



Nosso Tuc-Tuc fez a volta e cruzaram o olhar novamente. Esse senhor, desta vez acenou, como que agradecendo por "me reconhecer", por perceber sua existência e de seu rickshaw.



Esse passeio maluco pelos becos imundos de Delhi, valeu por toda minha viajem. Poderia ir embora pra casa, feliz. 

Foi pura magia.



O mundo pulsa nas pessoas, não importa onde estejam. Seja num beco de Delhi, ou num confortável café na Champs Elysees... se houver realmente presença... vale uma vida. Está ou outra.




terça-feira, 25 de março de 2014

Por que andar a pé?


Opa!!! Acho que tenho que começar a escrever, né?

Então vou tentar ser menos chato e escrever o necessário. Vamos criar calo nos dedos!

Não vou ser linear nas viagens. Vou contar algumas mais recentes, aí vou até algumas maravilhosamente bem guardadas em minhas lembranças, e de repente, volto para semanas atrás. Será uma viagem de sentimentos, visuais e de relatos.

Divirta-se!


Por que andar? E por que não? É saudável, nos tira da frente de computadores, nos faz conhecer pessoas novas, falar, nos relacionar. Depois da liberdade da prisão de meus relacionamentos, optei por me relacionar comigo mesmo, e com o mundo. Nada melhor do que uma boa câmera fotográfica, um bom par de tênis (as vezes até mesmo um chinelo) e nos arriscarmos a botar o pé na estrada, e correr o risco de pisar em cocô de vaca. Vale o risco. Vale a vida! 

Não viajamos nem em nossas próprias cidades! Que tal tentar visitar seus museus, parques e locais históricos. Que tal levantar a cabeça e olhar para onde poucos veem? Que tal abrirmos os olhos. A foto da casa acima, que hoje sei ser um templo, fica em Laxman Jhula, uma pequena vila da cidade de Rishikesh, no norte da Índia, na beira da cordilheira do Himalaia. Quando parei, vi o lugar com outros olhos. Levantei os olhos, e vi, a cordilheira se destacando no fundo. Olhando para cima. Contraste, destaque. Valeu a foto.
Em frente ao templo, tinha uma moto. Que loucura a composição e a imaginação das pessoas. Olhe abaixo.


Agora a pouco, minha namorada (sim, namorada, pois temos que ser felizes nesta vida, não é???) me disse que, andando por Rishikesh, encontrou um famoso Guru: Mooji. E não é que, neste encontro acabou falando com ele, ganhou abraço e foto??????


Esse mundo é muito grande, mas ao mesmo tempo, pequeno demais. Aproveitem o seu tamanho. Ou do mundo ou o seu. Viaje!

Até o próximo "causo"!

Namastê.